sábado, 31 de dezembro de 2011

O que você já sabia.



Dentro da perspectiva dessa nova realidade o que mais me assusta é a possibilidade de eu ter inventado tudo isso. As histórias, os vocês, os meus eus, nossos nós tão cheios de metades... Tenho certeza que isso tudo não foi fruto da minha cabeça.
Eu não posso ter em enganado por tanto tempo assim, posso? Não. Não posso.


Não posso porque eu estive em todos os momentos em que você também esteve. Senti quando você sentiu.  Sorri quando você se enganou. Tentei quando você se dispôs. Amei quando você amou. Neguei quando você provou. E silenciei quando você se foi.

Silenciei. E foi no silencio que a dúvida se fez forte. E de tão forte se fez certeza.
Eu inventei, certo? Inventei tudo. Tudo desde a sua aversão  pelas minhas manias até a sua adoração pelo meu sorriso. Sei que inventei. Sei numa constatação triste de que se nós fossemos reais você teria voltado. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sobre vícios, cigarros e amores...

Voltei a fumar. Você já deve desconfiar. É o que sempre faço quando fico triste.
Não é um vício, é uma mania, dessas que  a gente tem vergonha, mas continua fazendo. Não consigo me viciar em coisas ruins... cigarros, bebidas e outras coisas.
O contrário sempre acontece com as coisas boas. Dependo delas de uma maneira tão intensa e elas tem esse velho costume de sempre  ir embora, porque de alguma forma nada de bom pode permanecer comigo. Foi o que te aconteceu certo?
Então, desculpa... eu não quis te afastar. Na maioria das vezes confesso nem perceber o que estou fazendo. Não é assim que um vício se parece? Atitudes impensadas em um replay eterno sem que possamos perceber e fazer algo a respeito.
Eu queria ser seu vício. Mas acho que sou um de meus cigarros pra você. A distração para as mãos, o silencio para os lábios, o química para o corpo e um gosto ruim na boca, do começo ao fim.
Um amargo que às vezes dá vontade de sentir.