Eu desviei do seu olhar algumas vezes, na tentativa salvar algo que você ainda não tivesse roubado de mim. Mas eu sou fraco.
Eu tentei também resistir aos toques, ao tom de voz, risos, ao jeito com que você me prendia em questões de segundos sem eu nem ao menos me dar conta. Mas, mais uma vez, eu sou fraco.
Não estou usando a fraqueza como desculpa. É uma constatação e não uma justificativa. E algo me impede de ter vergonha ao admitir isso, assim como algo me impede de tentar de verdade toda vez que quero salvar algo em mim, algo que ainda não seja teu.
Não que eu esteja cedendo facilmente, porque eu não estou. Mas não há sentido em não ceder algo que em suas mãos parece incompleto e em outras se faz perfeito. Então, eu cedo. Com medo, mas cedo. E não estou usando a perfeição como desculpa.
Na verdade eu estou procurando desculpas para não admitir que eu já sou teu. Não que isso seja verdade, mas talvez eu seja.

as desculpas sempre vão existir, mas o importante é ter atitude diante delas.
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