segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sobre vícios, cigarros e amores...

Voltei a fumar. Você já deve desconfiar. É o que sempre faço quando fico triste.
Não é um vício, é uma mania, dessas que  a gente tem vergonha, mas continua fazendo. Não consigo me viciar em coisas ruins... cigarros, bebidas e outras coisas.
O contrário sempre acontece com as coisas boas. Dependo delas de uma maneira tão intensa e elas tem esse velho costume de sempre  ir embora, porque de alguma forma nada de bom pode permanecer comigo. Foi o que te aconteceu certo?
Então, desculpa... eu não quis te afastar. Na maioria das vezes confesso nem perceber o que estou fazendo. Não é assim que um vício se parece? Atitudes impensadas em um replay eterno sem que possamos perceber e fazer algo a respeito.
Eu queria ser seu vício. Mas acho que sou um de meus cigarros pra você. A distração para as mãos, o silencio para os lábios, o química para o corpo e um gosto ruim na boca, do começo ao fim.
Um amargo que às vezes dá vontade de sentir.

3 comentários:

  1. Tudo é tão incerto nessa vida, eu voltei a beber!

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  2. Um amargo que sempre dá vontade de sentir.

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  3. "Eu queria ser seu vício. Mas acho que sou um de meus cigarros pra você. A distração para as mãos, o silencio para os lábios, o química para o corpo e um gosto ruim na boca, do começo ao fim." Adorei!

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